
Senso-ji & Asakusa
O templo mais antigo de Tóquio, com sua lanterna gigante no portão Kaminarimon e a rua Nakamise cheia de doces e lembranças. É o Japão tradicional dentro da metrópole — e um passeio que agrada de netos a avós.
Japão · Cidades & Neve
Duas viagens em uma: os templos, os trens-bala e a energia elétrica das cidades japonesas — e, como fecho, uma semana de esqui all-inclusive no melhor powder do planeta. Tudo no seu ritmo, tudo desenhado sob medida.
O roteiro
Existe o Japão dos templos milenares, dos jardins zen e dos cruzamentos onde três mil pessoas atravessam a rua ao mesmo tempo. E existe o Japão branco: Hokkaido, a ilha do norte, onde cai a neve mais seca e profunda do planeta — o famoso "Japow". Este roteiro junta os dois.
A primeira parte é urbana e cultural: Tóquio e sua energia elétrica, o Monte Fuji visto das águas termais de Hakone, os mil portões vermelhos de Kyoto, os cervos de Nara e a cozinha de rua de Osaka. Cada etapa tem um desenho para quem viaja com crianças e outro para quem viaja só entre adultos — os dois aparecem ao longo desta página.
A segunda parte é o fecho: uma semana de esqui no Club Med Kiroro Grand, em Hokkaido, com aulas, equipamento, gastronomia e até o après-ski incluídos num pacote só. Quem não esquia também tem viagem: onsen a céu aberto, kids clubs, trenós e a neve pela janela. E quem preferir pode fazer só uma das partes — o roteiro é modular.
Tóquio · 3 a 4 noites
Primeira parada
A maior cidade do mundo é, ao mesmo tempo, a mais organizada. Tóquio empilha épocas sem esforço: um templo do século VII a três estações de metrô do cruzamento mais movimentado do planeta, jardins de silêncio absoluto a uma esquina do neon de Shinjuku. É a porta de entrada perfeita — o choque cultural vem com trem pontual, ruas seguras e uma gentileza que desarma qualquer viajante.
É também a cidade que melhor se adapta ao seu perfil. Com crianças, ela vira o maior parque de diversões do mundo — Disney, Ghibli, Pokémon, robôs e máquinas de tudo. Só entre adultos, vira uma sequência de balcões de omakase, bares minúsculos e vistas do alto ao entardecer. O desenho dos dias muda; o encanto, não.

O templo mais antigo de Tóquio, com sua lanterna gigante no portão Kaminarimon e a rua Nakamise cheia de doces e lembranças. É o Japão tradicional dentro da metrópole — e um passeio que agrada de netos a avós.

Arte digital imersiva em que se anda descalço pela água, entre espelhos e campos de luz. Encanta qualquer idade — as crianças mergulham na brincadeira, os adultos saem com as melhores fotos da viagem. Ingressos esgotam: reservamos antes.

Dois parques lado a lado — e o DisneySea não existe em nenhum outro lugar do mundo. Vale dedicar um ou dois dias livres inteiros: a operação japonesa é impecável e as filas, civilizadas.

O Museu Ghibli (ingresso disputadíssimo — cuidamos disso), os Pokémon Centers e o bairro de Akihabara, capital mundial dos games e do anime. Para os pequenos fãs, é o dia mais esperado da viagem.

Um jantar de omakase — o balcão em que o chef decide, peça a peça — e depois as vielas do Golden Gai, onde cada bar tem seis lugares e uma personalidade própria. A noite de Tóquio é feita de portas pequenas e memórias grandes.

As compras de Ginza e os cafés de autor de Omotesando durante o dia; ao entardecer, o observatório a céu aberto do Shibuya Sky, com o cruzamento fervilhando lá embaixo e, com sorte, o Fuji no horizonte.
Hakone & Fuji · 1 a 2 noites
Segunda parada
A pouco mais de uma hora de Tóquio, Hakone é a região de montanhas, lagos e vapores vulcânicos que os japoneses escolheram como refúgio há séculos. É daqui que vêm as vistas clássicas do Monte Fuji — emoldurado pelo torii vermelho do lago Ashi — e é aqui que a viagem desacelera pela primeira vez.
A noite ideal em Hakone é num ryokan: a hospedaria tradicional japonesa, com tatame, futon, jantar kaiseki servido no quarto e banho de onsen — as águas termais que são metade paisagem, metade ritual. Uma pausa de vapor e silêncio entre a metrópole e Kyoto.

A travessia do lago em barcos temáticos que divertem as crianças e entregam, nos dias claros, o Fuji refletido na água. Na margem, o santuário de Hakone e seu torii vermelho dentro do lago — a foto mais famosa da região.

O teleférico sobrevoa um vale vulcânico ativo, de fumarolas amarelas de enxofre. Lá em cima, os famosos ovos cozidos nas fontes — a casca sai preta, e a lenda diz que cada um acrescenta sete anos de vida. As crianças adoram a história.

Para casais, a versão adulta de Hakone: quarto com onsen privativo ao ar livre, jantar kaiseki de muitos tempos e o Hakone Open-Air Museum — esculturas de Picasso a Miró espalhadas pela montanha.
Kyoto & Nara · 2 a 3 noites
Terceira parada
Kyoto foi a capital imperial por mais de mil anos, e é onde o Japão guarda o que tem de mais delicado: dois mil templos e santuários, jardins zen desenhados pedra por pedra, casas de chá e os becos de Gion, onde ainda se cruza com gueixas a caminho do trabalho. Nenhuma cidade concentra tanta beleza por metro quadrado.
A meia hora dali, Nara — a capital anterior a Kyoto — soma o Grande Buda de bronze do templo Todai-ji e um parque onde mais de mil cervos passeiam soltos e se curvam pedindo biscoito. Para as crianças, costuma ser a lembrança mais forte da viagem inteira.

Milhares de portões vermelhos formando túneis que sobem a montanha sagrada. É a imagem mais reproduzida do Japão — e, cedo de manhã, com o guia certo, caminha-se por trechos quase vazios.

O Pavilhão Dourado flutuando sobre o espelho d'água é o cartão-postal de Kyoto. No mesmo dia, um jardim zen de pedras como o do Ryoan-ji ensina, em silêncio, o que o Japão entende por perfeição.

A floresta de bambu que range ao vento, o rio com barcos de madeira e, no alto do morro, o parque dos macacos — que aqui ficam soltos enquanto os humanos entram na jaula para alimentá-los. Diversão garantida para a família.

Mais de mil cervos sika vivem soltos no parque da antiga capital — e aprenderam a se curvar para pedir os biscoitos vendidos nas barraquinhas. Ao lado, o Grande Buda do Todai-ji, dentro de um dos maiores edifícios de madeira do mundo.

O bairro das gueixas na hora em que as lanternas acendem: casas de chá centenárias, o farfalhar de um quimono virando a esquina e um jantar kaiseki para fechar. É o passeio mais atmosférico de Kyoto — e pede calma, não pressa.

Uma cerimônia do chá conduzida por quem dedicou a vida a ela — e, no distrito de Fushimi, as casas centenárias de sakê com degustação guiada. Dois rituais japoneses, um sereno e outro nem tanto.

Há um momento em que o trem deixa as cidades para trás, a janela fica branca e o Japão inteiro vira silêncio. É quando a segunda viagem começa.
Das cidades à neve, tudo desenhado sob medida
Osaka · 1 a 2 noites
Quarta parada
Se Tóquio é a vitrine e Kyoto é o altar, Osaka é a mesa. A cidade tem um verbo próprio — kuidaore, "comer até cair" — e o pratica todas as noites nos letreiros de neon de Dotonbori: takoyaki chiando nas chapas, okonomiyaki, espetinhos e a fila certa de cada barraca. É a cidade mais extrovertida do país, e a mais divertida de se estar com fome.
De dia, ela se transforma conforme o grupo: parque da Universal com o mundo do Super Nintendo para as crianças, ou os balcões e bares minúsculos de Namba para os adultos — com o lendário wagyu de Kobe a meia hora de trem.

O parque que abriga o Super Nintendo World — o mundo do Mario em tamanho real — além de Harry Potter e Minions. Os ingressos por horário e os passes de fila esgotam rápido; deixamos tudo garantido antes do embarque.

Um dos maiores aquários do mundo, montado em espiral ao redor de um tanque central onde nadam tubarões-baleia. Desce-se oito andares acompanhando o oceano Pacífico de cima a baixo — hipnotizante em qualquer idade.

O quarteirão mais fotogênico da gastronomia japonesa: o letreiro do Glico Man, o caranguejo gigante mexendo as patas e uma barraca melhor que a outra. Para adultos, a noite segue nos bares escondidos de Namba.
Hokkaido · 7 noites
O grande fecho
Um voo curto leva das cidades à ilha do norte, onde o inverno é outro: correntes da Sibéria cruzam o mar do Japão e descarregam sobre as montanhas a neve mais seca, leve e profunda do planeta — o "Japow" que esquiadores do mundo inteiro cruzam oceanos para provar. É aqui que a viagem troca o trem-bala pelo teleférico.
A base é o Club Med Kiroro Grand, resort all-inclusive cravado no Kiroro, um dos pontos com mais neve de todo o Japão. A fórmula é feita para grupos e famílias: aulas de esqui e snowboard todos os dias, kids clubs por idade, gastronomia e bar abertos, onsen para o fim de tarde e shows à noite. Dentro do resort, a carteira não sai do bolso — tudo já está resolvido.

Resort all-inclusive ski-in/ski-out: sai-se da acomodação direto para a pista, com lift pass, equipamento, refeições, bar e entretenimento incluídos. Aulas em turmas por nível começam todos os dias — perfeito para quem nunca pisou na neve.

O fim de dia perfeito do inverno japonês: o corpo cansado da neve mergulha nas águas termais fumegantes, de preferência a céu aberto, com flocos caindo em volta. Depois, jantar e show — sem abrir a carteira.

A cidade portuária a cerca de uma hora do Kiroro, famosa pelo canal histórico ladeado de armazéns de pedra — que no inverno vira cenário de conto, com neve e lampiões. Vidrarias, caixinhas de música e chocolate completam o passeio.

No auge do inverno, a capital de Hokkaido ergue esculturas de neve do tamanho de prédios no parque Odori. Se as datas da sua viagem coincidirem com o festival, incluímos a visita — é um espetáculo único no mundo.

Hokkaido é a despensa do Japão: o ramen de miso nasceu em Sapporo, e os mercados da ilha servem uni, caranguejo e vieiras direto do mar gelado. A versão de inverno do "comer até cair" de Osaka.

Perto de Otaru fica a destilaria histórica da Nikka, fundada em 1934 pelo pai do whisky japonês — hoje um dos mais premiados do mundo. Visita e degustação num cenário de alambiques a carvão e telhados nevados.
Dia a dia
Um esqueleto testado, que percorre as cidades no embalo do trem-bala e fecha com a semana de neve. As datas, a ordem e a duração de cada etapa são sempre ajustadas ao seu grupo.
Recepção no aeroporto e traslado privativo ao hotel. O resto do dia é para aterrissar: uma caminhada pelo bairro, o primeiro lámen de esquina, o fuso se acertando.
Dia inteiro de tour privativo entre os dois extremos da cidade: o templo Senso-ji e as ruas de Asakusa, o santuário Meiji no meio do bosque, o cruzamento de Shibuya e uma sessão do teamLab Planets já reservada.
Com crianças: Tokyo Disneyland ou DisneySea, o dia inteiro. Só adultos: Ginza e Omotesando de dia, Shibuya Sky ao entardecer e um jantar de omakase à noite.
Com crianças: o segundo parque da Disney, ou Museu Ghibli, Pokémon Center e Akihabara. Só adultos: um mercado pela manhã, compras à tarde e as vielas do Golden Gai à noite.
Saída para Hakone: o barco no lago Ashi com o torii vermelho, o teleférico sobre os vapores de Owakudani e, no fim da tarde, check-in no ryokan — jantar kaiseki e o primeiro banho de onsen.
Manhã sem pressa nas águas termais e embarque no Shinkansen rumo a Kyoto. Chegada, primeiro passeio pelo centro histórico e Gion ao entardecer, na hora em que as lanternas acendem.
Dia inteiro de tour privativo: os túneis de torii de Fushimi Inari cedo, o Pavilhão Dourado, um jardim zen e a floresta de bambu de Arashiyama — com os macacos no alto do morro para a criançada.
Bate-volta a Nara para os cervos e o Grande Buda. De volta a Kyoto, a tarde é livre: cerimônia do chá, degustação de sakê em Fushimi ou simplesmente se perder pelas ruelas de Higashiyama.
Quinze minutos de trem separam as duas cidades — e séculos de temperamento. Tarde de castelo ou compras e, à noite, o mergulho nos letreiros e nas barracas de Dotonbori.
Com crianças: Universal Studios Japan e o Super Nintendo World, ou o aquário Kaiyukan. Só adultos: os balcões de Namba — ou um bate-volta a Kobe para provar o wagyu na origem.
Voo interno para Hokkaido e traslado de cerca de 1h30 até o resort, com parada opcional no canal nevado de Otaru. Check-in no Club Med Kiroro Grand — daqui em diante, está tudo incluído.
Seis dias inteiros de montanha, cada um no seu nível: aulas em turmas diárias para quem começa, powder e off-piste para quem já voa, kids clubs para os pequenos. À tarde, onsen; à noite, jantar, bar e show. É a parte da viagem em que o relógio deixa de importar.
Traslado ao aeroporto de Hokkaido, voo interno e conexão de volta ao Brasil — com a mala mais pesada de lembranças e, provavelmente, um novo esporte na família.
Galeria
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Como viajamos
O Japão é seguro, pontual e fascinante — e cheio de detalhes que só quem conhece resolve: ingressos que esgotam, trens com assento marcado, malas que viajam sozinhas. Tudo isso já vai resolvido antes de você embarcar.
Nada de grupo de quarenta pessoas. Guias privativos nas cidades, no ritmo do seu grupo — e organizamos atendimento em português ou inglês, conforme a sua preferência.
teamLab, Museu Ghibli, Universal e as boas mesas de omakase esgotam com semanas ou meses de antecedência. Reservamos tudo antes do embarque — no Japão, quem deixa para a hora fica de fora.
Assentos reservados no Shinkansen, vagões certos, baldeações cronometradas — e as malas grandes seguindo de courier de hotel em hotel, para você viajar só com uma mochila no colo.
O trecho até Hokkaido — voo interno mais traslado de cerca de 1h30 até o Kiroro — é todo organizado por nós. Você desce do avião e só se preocupa em escolher a pista do dia seguinte.
Na semana de neve, um único pacote cobre hospedagem, refeições, bar, aulas, lift pass e entretenimento. Dentro do resort não existe conta no fim — é o formato mais tranquilo que existe para grupos e famílias.
Uma equipe dedicada acompanha o grupo do embarque ao retorno. Qualquer imprevisto — um voo, uma alergia, um tamanho de bota — se resolve com uma mensagem, no seu idioma.
Onde ficar
Esta viagem combina três experiências de hospedagem que se completam — e, em cada uma, trabalhamos com uma seleção de endereços que ajustamos ao seu estilo e ao seu grupo.
Em Tóquio, Kyoto e Osaka: hotéis contemporâneos e de design, sempre no bairro certo para sair andando — perto do trem, dos restaurantes e dos passeios do dia. Do quatro estrelas inteligente ao grande luxo, você escolhe o nível.
Uma noite (ou duas) na hospedaria japonesa clássica: tatame, futon, jantar kaiseki e onsen — de preferência privativo, ao ar livre, com a montanha em volta. É a experiência que os viajantes mais lembram depois.
O resort all-inclusive da semana de esqui, cravado num dos pontos com mais neve do Japão. Formato pensado para famílias e grupos: tudo incluído, tudo no mesmo lugar, zero logística durante a semana.
Saber antes
Informações práticas para quem está começando a pensar na viagem.
Para juntar cidades e esqui numa viagem só, o eixo é o inverno — é quando Hokkaido recebe o powder que a fez famosa. Mas o Japão tem quatro estações fortes, e cada uma rende uma viagem diferente.
Portadores de passaporte brasileiro não precisam de visto para turismo no Japão em estadas de até 90 dias. O passaporte deve ter validade que cubra toda a viagem — recomendamos ao menos seis meses a contar do embarque.
Não é exigido certificado de vacinação para brasileiros. Recomendamos levar cópias das primeiras páginas do passaporte separadas dos originais, e nós orientamos o passo a passo dos formulários de imigração antes do embarque.
O Japão funciona no horário: trens saem no minuto marcado e restaurantes respeitam a fila. Fora dos hotéis, o inglês é limitado — mas a gentileza compensa, e os guias resolvem o resto.
Moeda: iene. Cartões são bem aceitos nas cidades, mas o Japão ainda ama dinheiro vivo — templos, barracas e restaurantes pequenos muitas vezes só aceitam espécie. E uma regra que surpreende: não se dá gorjeta, nunca — pode até ofender.
A semana de neve é o gargalo: o inverno de Hokkaido é alta temporada mundial, e as melhores semanas do resort esgotam com muitos meses de antecedência. A data da viagem se organiza em torno dela.
Nas cidades, teamLab, Museu Ghibli, Universal Studios e os balcões de omakase têm cota e esgotam. Tudo isso entra na frente do planejamento — é o que garantimos primeiro.
Para somar
Extensões que se encaixam naturalmente neste roteiro.
A partir de Osaka, o trem-bala leva ao memorial da paz de Hiroshima e à ilha de Miyajima, onde o grande torii flutua na maré alta. Um dia de história e beleza que muda a viagem de tamanho.
Kanazawa guarda um dos três jardins mais bonitos do Japão e um bairro de samurais intacto. No caminho, Shirakawa-go: o vilarejo de casas de telhado íngreme que, coberto de neve, parece saído de um conto.
Bate-voltas clássicos de Tóquio: Nikko e seus santuários dourados na montanha, ou Kamakura, com o Grande Buda ao ar livre e trilhas entre templos à beira-mar.
Em Nagano, os macacos-japoneses tomam banho de onsen a céu aberto em pleno inverno, de olhos fechados e neve na cabeça. Uma das cenas mais fotografadas do país — e um desvio que vale a pena no caminho.
A meia hora de Osaka, a cidade que deu nome à carne mais famosa do mundo. Um almoço de teppanyaki na origem, com o chef grelhando na sua frente, resolve a discussão sobre hype: não é.
Uma manhã de sumô, aula de sushi com chef, beisebol com a torcida japonesa, karaokê privê ou uma cerimônia do chá formal. Somamos ao roteiro conforme o perfil do grupo.